Inteligência Artificial segundo Pedro Rangel Henriques
notícias, novidades — By RicardoCosta on Agosto 16, 2010 at 10:33 pm
O termo inteligência artificial designa um conjunto de técnicas de programação de computadores que pretende atribuir a estes “algum modo de trabalho da mente humana”, explica à Lusa o presidente da Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial (APPIA), Pedro Rangel Henriques.
A maioria dos programas “não tem capacidade de raciocínio, reflexão ou de adaptação” e na área da inteligência artificial pretende-se que tenham “capacidade para descobrir relações de dados que não estão explicitamente guardados na sua memória”, detalha.
Há mais de 50 anos que a inteligência artificial é uma disciplina em pleno desenvolvimento e na qual a comunidade científica portuguesa “participa ativamente”, frisa o presidente da APPIA, associação criada há 28 anos.
A ilustrar esta forte participação nacional cabe a Portugal, pela primeira vez e por iniciativa da APPIA, organizar a 19.ª Conferência Europeia sobre Inteligência Artificial – ECAI 2010, que decorre em Lisboa entre 16 e 20 de Agosto.
Cerca de 500 participantes nacionais e internacionais vão “disseminar o fruto da investigação mais recente, (…) não para chegar a grandes conclusões”, mas para “gerar novas ideias”, explicita Rangel Henriques.
Entre os temas em destaque na conferência, e que constituem também áreas de trabalho em “todas” as universidades públicas portuguesa, o presidente da APPIA destaca a investigação em aprendizagem automática, que permite a um programa informático comparar “todos os dados que tem e aparecer com relações que não eram conhecidas”.
Uma área já utilizada por muitas empresas nacionais, afirma, sobretudo no fornecimento de serviços, que recorrem a estas técnicas para “estudar os clientes de determinados sector de mercado” de forma a “fazer ofertas mais adequadas”.
A computação adaptativa e evolutiva – técnicas de programação que procuram tornar mais rápido os processos de grandes pesquisas – e a criatividade computacional, “uma área ainda muito recente” que procura “gerar música ou escrever textos automaticamente, mas que façam algum sentido”, são outras áreas em análise na ECAI 2010.
Também sob atenção durante a conferência vai estar a investigação sobre programas que “quando o contexto determina, tomam iniciativa de desenvolver acções, dar respostas, alocar outros programas”.
“É uma técnica de programação que está por detrás da robótica e envolvida dos ambientes inteligentes”, explica Rangel Henriques, sublinhando que está aqui o passado mais recente e o futuro mais próximo da aplicação da inteligência artificial na vida humana do dia-a-dia.
“O termo técnico é aprendizagem máquina”, ou seja, “a construção de ambientes inteligentes que conheçam quem lá está dentro. Se for num lar, que conheça os ocupantes, as [suas] necessidades e tome uma série resoluções por eles. Por exemplo, abrir ou fechar persianas, subir ou descer a temperatura, fazer avaliação automática de problemas de saúde…”.
“Essencialmente, os ambientes inteligentes são pequenas ajudas” cujas aplicações vão surgir “lentamente” e que, sem darmos por isso, vão já ser presente na nossa vida.
Tags: Inteligência Artificial



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