Zon em Angola


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A Zon já tem uma operação financeira montada para entrar em Angola através da holandesa Teliz, que comprou 30 por cento da Finstar, operação que, segundo o relatório de contas da operadora, está “condicionada” por regras da lei angolana.

Segundo o Jornal Público, o relatório semestral de contas da dona da TV Cabo avança que a operadora liderada por Rodrigo Costa comprou, “a 25 de Março de 2009, 100 por cento da holandesa Teliz Holding B.V.”, empresa gestora de participações que será o veículo financeiro para a Zon entrar em Angola.

O documento adianta ainda que a Teliz adquiriu, por sua vez, no segundo trimestre deste ano, “30 por cento do capital da Finstar-Sociedade de Investimentos e Participações”, “aquisição condicionada à verificação de algumas condições de acordo com a Lei Angolana”, dependendo o negócio, e logo o arranque do serviço de televisão por subscrição (via satélite), de autorizações angolanas.

A futura empresa será detida em 70 por cento por Isabel dos Santos, que ocupará a presidência, cabendo a Nuno Aguiar, actual presidente executivo da TV Cabo Madeira, o lugar de vice-presidente.

O negócio, que constitui o primeiro passo da operadora para a internacionalização, já era previsível, tendo em conta que a Zon Multimédia confirmou em finais de Junho estar a estudar a possibilidade de lançar uma televisão por subscrição em Angola.

O negócio, acrescentou na altura, seria desenvolvido em parceria com uma empresa controlada pela filha do Presidente angolano, ressalvando contudo que o projecto estava “numa fase preliminar”.

A Zon “confirma que, em parceria com uma sociedade controlada pela senhora eng. Isabel dos Santos, está a estudar a oportunidade e a iniciar o estudo de um projecto de disponibilização de televisão por subscrição em Angola”, referiu a empresa em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na altura, a imprensa tinha divulgado que “a operação deverá começar em Novembro próximo”, mas a Zon avisou no mesmo que o projecto estava dependente “das necessárias autorizações das autoridades competentes angolanas”.

A agência Lusa contactou a Zon e o presidente executivo da TV Cabo Madeira, que não prestaram quaisquer declarações.

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