Facebook atingiu os 300 milhões de utilizadores e tornou-se rentável

notícias — By RicardoCosta on Setembro 17, 2009 at 6:49 pm

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O co-fundador e dono da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou ontem que a sua empresa, cujas receitas não acompanhavam a sua popularidade, obteve lucro no último trimestre e que ultrapassou os 300 milhões de membros activos.

Segundo o Jornal Público, após cinco anos de investimento e de 700 milhões de dólares em investimento, o site consegue finalmente ser rentável.

Zuckerberg anunciou no blogue da empresa que o Facebook obteve um “cash flow” positivo no último trimestre, antes do que seria de esperar, o que significa que a empresa californiana já embolsa mais do que gasta em custos operacionais.

A notícia surpreendeu os analistas, uma vez que a empresa tinha projectado alcançar esta meta apenas em 2010. Estes ganhos mostram a viabilidade financeira do Facebook que – pese embora a sua popularidade – teve dificuldade em arranjar um modelo de negócio lucrativo.

“É importante para nós porque isto coloca o Facebook em posição de ser um serviço independente e sólido a longo prazo”, precisou Zuckerberg.

300 milhões de utilizadores

O jovem milionário (Zuckerberg tem 25 anos) destacou ainda que a sua empresa, com sede em Palo Alto, dá emprego a um engenheiro por cada milhão (mais coisa, menos coisa) de utilizadores. Ou seja, há cerca de 300 engenheiros a trabalhar para a empresa neste momento, uma vez que o site conta já com o impressionante número de 300 milhões de utilizadores activos (aproximadamente o número de internautas chineses) que, diariamente, usam a rede social.

Se em Julho último o Facebook anunciou ter já conquistado 250 milhões de utilizadores, isso significa que em apenas dois meses a rede social conseguiu conquistar mais 50 milhões de pessoas.

“É um número muito grande de pessoas, mas nós pensamos que isto é apenas o início do nosso objectivo de interligar toda a gente”, escreveu Zuckerberg no blogue do Facebook.

Este crescimento no número de utilizadores acontece poucos dias depois de ter sido formalmente apresentado o Facebook Lite, uma versão mais “leve” do serviço, destinada aos utilizadores que estão dependentes de ligações lentas à Internet, como é recorrente acontecer em países como a Índia e o Brasil.

Mas afinal como é que o Facebook faz dinheiro?

O facto de o Facebook estar a fazer dinheiro apanhou de surpresa os mais cépticos. Mas Zuckerberg e os seus associados parecem ter reunido umas quantas ideias para a empresa facturar:

• A publicidade direccionada para cada indivíduo, tendo em atenção os seus gostos pessoais, é muito atractiva para os anunciantes;

• A publicidade no Facebook é atractiva para os grandes anunciantes, mas também para os pequenos. Quase toda a gente pode comprar espaço publicitário no Facebook. Aliás, os próprios utilizadores (se forem anunciantes, ou mesmo que não sejam), podem comprar espaço na rede social, a fim de gerarem mais tráfego para os seus próprios perfis ou marcas;

• Há presentes e outros bens virtuais que os utilizadores podem comprar e trocar entre si. Apesar de ser um “tiro no escuro”, de acordo com o Guardian este tipo de negócio – por estranho que possa parecer – pode transforma-se numa coisa lucrativa. Nunca se pensou que os toques para telemóveis poderiam dar os milhões que dão hoje em dia, e apesar de tudo algumas pessoas ficaram milionárias à conta disso.

Paralelamente, a empresa também está a trabalhar num sistema de micro-pagamentos que quase de certeza fará com que o Facebook amealhe uma fatia de cada transacção que se faça através do site.

O único problema é que, apesar de a empresa parecer, por agora, rentável – ou pelo menos muito promissora –, há poucas garantias que o Facebook mantenha a mesma popularidade no futuro. O problema das dotcom é esse: as coisas são efémeras e os fenómenos de popularidade são voláteis. Foi o que aconteceu com o MySpace, por exemplo: a empresa conheceu um hype mundial e chegou a facturar um milhão de dólares por dia em publicidade. Mas nos últimos tempos tem-se debatido para se manter em alta e já se viu forçada a cortar postos de trabalho e a repensar o seu modelo de negócio.

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